Esta semana li um artigo interessantíssimo de Daniel Domeneghetti no IDGNow! intitulado “APIs, Gates e Pelé”. Sugiro que todos leiam para tirar suas próprias conclusões. Ouvi e discuti em duas rodinhas de conversa diferentes que “o Windows Vista foi o princípio do fim da Microsoft”. Embora sendo crítico, confesso que nunca havia pensando nestes termos, mas depois de algumas reflexões creio que haja um percentual relevante de possibilidade nesta afirmação.
Bill Gates age como Pelé: retira-se da Microsoft no auge da carreira; dono da maior empresa de software do mundo, com a primeira ou segunda maior fortuna do mundo, como guru e mito para as próximas gerações. Não quis seguir o exemplo do nosso Romário e esperar a ruína do seu império. Fato é: Bill Gates soube ganhar dinheiro como poucos na história. Aproveitou para criar o seu império na década de 1980, onde o copiar/melhorar era possível e lucrativo. Com a Internet, muita coisa mudou… e o grau de inovação da sua empresa foi colocado à prova.
Steve Ballmer terá muito trabalho para provar que a gigante de Redmond pode continuar sua hegemonia nos próximos anos. Terá que copiar o grau de inovação de empresas como Apple e Google, tarefa hercúlea. Só como exemplo, o iPhone já vendeu em menos de um ano três vezes mais unidades do que a Microsoft vendeu licenças de Windows Mobile durante toda a sua existência. E o Google surgiu do nada para 56% da Internet em 2008.
Seria síndrome Xerox? Já que a Microsoft sempre teve excelência em copiar/melhorar, minha previsão é até irônica… Em 2013 o grau de representatividade da Microsoft será o mesmo que a Xerox possui hoje: inexpressivo. Justo a Xerox, que criou muitas inovações e produtos que são utilizados por nós no cotidiano (e não somente a famosa fotocopiadora).
Vai desaparecer? Longe disso… ela tem muitas cartas na manga ainda. Aliás, não ter a Microsoft no mercado seria terrível: precisamos de empresas concorrentes para promover inovação. De qualquer modo, façam suas apostas. Eu já fiz a minha.

A redução da grande Microsoft trará mais força ao mercado, pois o monopólio dela no Brasil sempre foi grande.
Outros SOs ganharão espaços como Leopard, OpenSolaris e Linux, entre outros.
Os desenvolvedores terão mais plataformas para programar, apesar de que com a Web 2.0 isso não mudará muito.
Mas fico feliz pela perda de mercado. Ter que usar Windows sem poder ter outra opção é como andar em linha reta sem se mexer.