sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nossa maltratada e querida Língua Portuguesa


Gostaria de refletir um pouco sobre um "sofrimento" que me atormenta todos os dias. Sou uma pessoa da área tecnológica, e o aprendizado que tive da nossa língua pátria, o português, resume-se ao conteúdo acumulado até o ensino médio. Creio que isto me coloca no mesmo patamar que boa parte das pessoas.

O meu "tormento" é causado pela enorme (e infelizmente exponencialmente crescente) quantidade de material escrito de forma impressionantemente errada. Isto me faz pensar se o problema está em mim, que primo pela forma correta e "sofro" quando vejo essa infinidade de erros de grafia e concordância; ou se o problema está nos "outros" que tiveram o mesmo nível de educação que eu, e escrevem muito mal. Notem que quando digo "tiveram o mesmo nível de educação que eu" (que não é muito, como já apresentei) já excluo a parcela das pessoas com menor nível de instrução, já que não é razoável cobrar de alguém algo que não lhe foi ensinado.

Já abro aqui uma exceção e digo que considero normal o "internetiquês" utilizado em rápidas conversas e interações. O que me preocupa não são os "vcs", "t+" e "tbm"; mas sim o restante das palavras.

É um consenso que consideramos o nível de educação decrescente nos últimos anos. Mas vejo também pessoas mais velhas escrevendo errado (muitos professores, inclusive). A minha dúvida é: o aprendizado do português tem decaído nos últimos anos? Ou é a Internet que permite que esse enorme contingente de incultos se expresse de modo errado? Pois é possível que as pessoas escrevam realmente mal (desde sempre), mas como antes não era possível elas massificarem esta ignorância, simplesmente não se percebia.

A expressão "nem escrever direito sabe, imagine o resto" tem validade? Escrever errado invalida o argumento de alguém? É necessário escrever corretamente? Ou a forma correta da nossa língua virou item de museu?

Vale uma reflexão? Espero que sim...