quinta-feira, 26 de abril de 2012

A fragilidade da nossa infraestrutura de comunicação

Ontem, 25/04/2012, foi um dia que espero que continue atípico. Devido a um rompimento de cabos de fibra óptica, os estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e parte de São Paulo ficaram com a conectividade à Internet limitada ou interrompida, além de sem telefone e celular. (Mas, por incrível e irônico que seja, o meu Twitter funcionava...)

Quem conhece um pouco da história da Internet sabe que ela foi preparada para circunstâncias de guerra, permitindo uma comunicação continuada mesmo que vários enlaces e roteadores fossem comprometidos. Se uma parte da rede ficasse indisponível, automaticamente o tráfego seria desviado para uma rota alternativa para chegar ao destino. A qualidade poderia ser afetada, mas a comunicação não seria interrompida.

Tudo muito bacana na teoria, mas evidente que o modelo de continuidade pressupõe a existência de rotas alternativas. Não é o que testemunhamos com o incidente de ontem. Se um único segmento de fibra óptica rompido provocou toda essa indisponibilidade, imagino o quão precária e deficitária é a nossa infraestrutura de comunicações no Brasil.

Suponho que por falta de planejamento ou avareza não havia e não há nenhum enlace de contingência ligando os estados afetados ao restante do mundo. Esta alternativa já é dolorosa o suficiente pra mim. Pois a outra hipótese, a de que havia um enlace alternativo - mas que foi enterrado junto com o enlace principal - é muito pior: o único termo que me vem à cabeça chama-se burrice (mas com o devido respeito aos equinos). Escolho acreditar na primeira alternativa.

Temos realmente que evoluir muito. Pagamos absurdos por conexão à Internet, mas como provado, a qualidade de serviço que recebemos não está à altura do preço.

E pra finalizar: GVT, instale um enlace de contingência passando por outra rota, por favor...